Novo Blog

Caros leitores, estamos com um novo blog, afim de oferecer uma divulgação com melhor interatividade para você. As novas postagens estarão logo mais no novo blog: http://www.jeremiasfotografomaranhao.com/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

História de João do Vale








João Batista Vale nasceu no povoado Lago da Onça, em 11 de outubro de 1933. Foi eternizado na música brasileira como João do Vale.

João do Vale é o quinto filho do casal de camponeses Cirilo e Leovegilda. Sempre viveram com dificuldades, realizando trabalhos duros, braçais e na arte da colheita dos produtos que cultivavam na roça, de costumes, em terrenos alheios. Foi uma época muito difícil para o casal e toda a sua família.

Viviam de favores nas fazendas de coronéis. Ninguém se importava com eles ou falava a seu favor. Cabia-lhes somente a única responsabilidade de criar e educar os cinco filhos – Aurélio, Antonio, Cleide, Miguel e João.

O casal Cirilo e Leovegilda, na esperança de encontrar dias melhores na vida, para si e seus filhos, resolve abandonar a vida do interior e se mudar para Pedreiras, e ao chegar à cidade vai morar na Rua da Golada, situada à margem direita do Rio Mearim, com vista para a Trizidela que nessa época ainda era um bairro de Pedreiras.

Enquanto isso, o menino João crescia livre, solto, correndo, brincando e dando os seus mergulhos com o seu corpo franzino nas águas barrentas do Rio Mearim. Muito cedo, ainda menino, João começou a perceber que a vida não era tão fácil assim: carregava água do rio para o consumo e as necessidades de higiene da família, pois naquela época ainda não existia uma política de sistema de abastecimento de água para os pedreirenses.

Contam os mais antigos, em rodas de conversas, que João do Vale quando menino tinha as pernas cambotas, e por isso recebeu o apelido de “Pé de Xote”; também era gago. Por um bom período, o menino João foi morar com uma senhora, amiga de sua mãe Leovegilda, de nome Maria da Conceição Pereira, após o falecimento desta, a família o recebeu de volta. A história narra que o contato de João do Vale com a escola não foi muito feliz para o pobre e negro menino.

Quando estava cursando o terceiro ano primário em uma das Unidades de Ensino de Pedreiras, foi obrigado por atitudes racistas a dar a sua vaga para um filho de um coletor que tinha acabado de chegar à cidade de Pedreiras.

A história de João do Vale tem o seu percurso mudado no instante em que acontece esse maldito e maléfico acontecimento vergonhoso, o de ser tirado à força de sala de aula, sem respeito ao ser humano e sem nenhuma justificativa, uma criança carente e indefesa, pelo simples direito de estudar.

Compara-se tal tragédia com a mesma truculência e maldade que os políticos de Pedreiras, anos atrás, cometeram ao mudarem por conta própria o percurso do Rio Mearim. Se ao rio, esses senhores “poderosos” causaram um crime ambiental a ponto de calejarem em parte a nossa fonte de vida, em João do Vale, as consequências foram maiores: moral e psicológica que o traumatizaram até o seu último dia de vida.

Sobre esse acontecimento, o próprio João dá o seu depoimento de desabafo, que se encontra no livro “Pisa na fulô, mas não maltrata o carcará”, de autoria de Márcio Paschoal:

Na época em que eu cursava o primário, foi nomeado um coletor novo para Pedreiras. Ele levou um filho em idade escolar. Na escola tinha uns trezentos meninos alunos, mas escolheram logo eu para dar lugar ao filho do homem. E eu senti, é claro! Resolvi nunca mais ir estudar. Não tinha porquê. Então, de manhã, eu pegava o meu saco de merenda e enchia de pedras, ia para cima do muro do colégio e na hora do recreio mandava pedra em todo mundo, por estar com inveja, por não concordar com aquela injustiça. Tinha dia que botavam um inspetor lá, mas eu dava a volta e na hora do recreio mandava pedra. Daí, todo mundo comentava: ‘Esse menino não dá pra nada na vida.’ Hoje eles botam rua com meu nome, me homenageiam, só para desmanchar o que fizeram... Mas nem Deus querendo eu esqueço.

João tinha um irmão de nome Aurélio que já vivia bastante tempo em São Luís, era o mais velho da família, e na época era terceiro sargento da polícia militar. Aurélio resolveu então levar para a Capital seus pais e seus irmãos, e lá vai João do Vale morar em São Luís onde foi vendedor de frutas na feira da Praia Grande, sem esquecer-se de relatar a experiência anterior que o mesmo já tinha como vendedor de pirulito, arroz doce e mugunzá na cidade de Pedreiras. O talento e o gosto pela música já haviam se manifestado no menino, influência que tivera, ouvindo o pai cantar cantigas religiosas e africanas quando estavam na roça cuidando do plantio. Quando percebeu que tinha queda para a música, o menino largou tudo e resolveu fugir de casa e se lançar no mundo em busca do seu sonho; e foi com a ajuda de uma companhia de circo que fugiu de São Luís para Teresina. Em Teresina foi ser ajudante de caminhão, rodando para Fortaleza, conforme se lê no livro de Marcio Paschoal: “Aí, de Fortaleza, eu escrevi uma carta para meu pai. Perdão, pai, por ter fugido de casa. Não tinha outro jeito, pai. Pedreiras não dá pra gente viver feliz. Não quero mais ficar vendendo banana, vendendo pirulito em São Luís.

Depois de Fortaleza, o seu próximo passo foi Salvador onde foi ser ajudante de pedreiro por uma temporada. Dizia que seu avô certa vez leu a sua mão e lhe disse que um dia iria ser muito rico, e acreditando nesse sonho utópico rumou para Minas Gerais; foi ser garimpeiro na cidade de Teófilo Otoni onde só teve desilusão de encontrar ouro ou diamante. “O que eu encontrei foi só formigueiro”.

Planeja sair do garimpo, mas teria que sair escondido para não passar a ideia aos companheiros que pudesse estar levando dinheiro e ser morto por bandidos, pois é só o que ocorre em garimpo. Então, pensa numa estratégia genial: sair do garimpo escondido na boléia de um caminhão rumo ao Rio de Janeiro. Em dezembro de 1950 realiza o seu sonho: pisa pela primeira vez no Rio de Janeiro e consegue emprego de ajudante de pedreiro, onde trabalha e dorme no canteiro de obras. Mas é nas andanças noturnas, nas farras de bares, botecos, casas de show, espetáculos e rádios que João do Vale começa a fazer contato com os artistas de nome daquela época e aproveita para mostrar as suas letras.

Numa dessas andanças noturnas encontra Tom Jobim, com quem toma porres e depois se torna amigo. Segundo Paschoal (2000), Tom Jobim declarou em entrevista que “João do vale foi um dos compositores mais fortes e autênticos que nós já tivemos”. Nesse tempo não havia praticamente a televisão. Só existia o rádio como o maior meio de comunicação de massa. Ter uma música tocada num programa de rádio naquela época era a consagração para qualquer compositor. E era justamente isso que João do Vale queria. Nada mais.

Quando a sua primeira música foi gravada e reconhecida como composição de qualidade, João do Vale passa a receber direitos autorais, e com isso, começa a demarcar o seu espaço no mundo da música. Aos poucos vai conhecendo grandes figurões da MPB (destaque para Luiz Vieira, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Chico Buarque de Holanda, Elba Ramalho e outros), fazendo parte do dia-a-dia e da vida desses artistas.

Também teve uma experiência no cinema, atuando como figurante, assistente de direção e até compondo músicas para diversos filmes. No ano de 1959, João do Vale se casa com Dona Domingas Rodrigues, uma mulher bonita, viúva e que tinha três filhos: Raimundo Nonato Rodrigues Chagas, Fernando Castelo Rodrigues Chagas e Iara Alexandrina Rodrigues Chagas. Além desses três filhos, Dona Domingas Rodrigues ainda teve com João do Vale mais quatro: Paulo Roberto Riva Rodrigues do Vale, Luiz Neiva Rodrigues do Vale, Lúcia Cleide Rodrigues do Vale e João Aurélio Rodrigues do Vale.

A sua música “Carcará”, quando foi apresentada no Show Opinião, fez tanto sucesso que passou a ser o hino dos estudantes, sendo motivo para João do Vale receber da Universidade de São Paulo, o título de Poeta do Povo. Foi reconhecido e condecorado no Governo Federal do amigo José Sarney; gravou discos; participou de festivais, sendo que o que marcou foi o “Show Opinião” onde sua música Carcará surgiu para o mundo; ganhou prêmios e mais prêmios; fez composições inesquecíveis; cantou para São Benedito, seu Padroeiro e também para sua cidade Pedreiras.

Depois de ter sofrido vários AVCs e ficar com sequelas, João do Vale falece em São Luís do Maranhão, em 06 de dezembro de 1996. O corpo de João do Vale foi trazido para Pedreiras, velado no Auditório que tem o seu nome, e no dia 08 de dezembro de 1996 foi sepultado no cemitério Alto São José, atendendo a um pedido e um grande desejo: “Quando eu morrer, nem que seja na China, mas quero ser enterrado em Pedreiras”.

Em abril de 2001, através de um plebiscito realizado em todo Estado do Maranhão, o compositor João do Vale foi eleito o Maranhense do Século XX. Segundo o jornal O Estado do Maranhão, numa reportagem especial de retrospectiva, de 31 de dezembro de 2001, João do Vale recebeu 61 mil (40,3%) do total de votos dados aos 10 concorrentes.

Do Blog do Louremar:  http://www.louremar.com.br/
Extraído do blog Pedras Verdes, em publicação que tem como
fonte a monografia de Joaquim Filho, graduado em Letras pela FAESF






São Luís completa 15 anos como cidade Patrimônio da Humanidade



Em 1997 a ONU, atrvés da UNESCO,  concedeu  a São Luís, capital do Maranhão, o título de Patrimônio Histórico da humanudade. Vejamos o que mudou em 15 anos.

Veja:
http://www.marataizes.com.br/noticias/news.php?codnot=289636

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio"



Não poderíamos iniciar a nossa atualização de forma diferente, em virtude da comemoração da vida de NIEMEYER e da tristeza por sua partida.

Alguém, que mesmo aos 104 anos de idade, ainda pensa em construir, não para orgulho próprio, mas para engrandecimento da humanidade, como passou a vida fazendo, e que, tem a Vida como algo realmente de maior valor, acima de tudo, inclusive de suas construções grandiosas  que lhe deram nome,  fama, e projeção   por todo o mundo, como um homem que deixa sua,  marca....de buscar antes de tudo, servir.
Ao  arquiteto NIEMEYER, o reconhecimento sincero e o desejo de tê-lo como espelho.

"A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio".
( Oscar Niemeyer)

Veja a repercussão pelo mundo:
 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-06/imprensa-internacional-diz-que-estilo-de-niemeyer-deu-vazao-sensualidade-e-beleza

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Secretário de Segurança afirma que concurso não será anulad

03/12/2012 16h10 - Atualizado em 03/12/2012 22h38

Aluísio Mendes disse ação da polícia evitou que fraude se consolidasse.

Ao todo, 27 pessoas foram presas neste fim de semana

Do G1 MA
3 comentários
O secretário de Segurança Pública do estado, Aluísio Mendes, afirmou que concurso para a área de Segurança Pública do Maranhão não será anulado. Ao todo, 27 pessoas foram presas por tentativa de fraude em São Luís e no interior do estado (confira a entrevista ao lado).
“Temos certeza que a ação da polícia evitou que o concurso fosse fraudado. Não há nenhuma possibilidade de algum candidato ter sido beneficiado com essa tentativa de fraude”, afirmou Aluísio Mendes.
De acordo com o secretário, havia uma quadrilha organizada instalada no Maranhão, que atua em vários estados do Brasil. “A polícia estava investigando esse grupo há 30 dias e nós conseguimos evitar que a fraude fosse efetivada aqui”, disse.
Entre os presos está o líder da quadrilha, que tem histórico de aprovação em vários concursos no Brasil e fazia prova na cidade de Caxias. “Com a prisão dele, conseguimos mapear toda a quadrilha. A maneira de fraudar da quadrilha envolvia duas técnicas: uma era com alteração do nome dos candidatos, permitindo que eles ficassem dentro de uma mesma sala. O gabarito era transmitido dentro dessa sala aos demais candidatos. Outra tentativa era a seguinte: o líder da quadrilha fazia a prova, fotografava o gabarito da prova e transmitia via mensagem de celular para os outros candidatos”, explicou o secretário.
Parte dos celulares apreendidos com as pessoas que foram presas por suspeita de fraude no concurso (Foto: Flora Dolores/O Estado)Parte dos celulares apreendidos com a quadrilha presa por suspeita de fraude (Foto: Flora Dolores/O Estado)
Em média, cada candidato pagou R$ 15 mil pela aprovação.

 Do Blog
 g1.globo.com/ma/maranhao/noticia.





Sampaio Corrêa é premiado com a taça da Série D na festa do Brasileirão

04/12/2012 00h55 - Atualizado em 04/12/2012 00h56

Time maranhense foi campeão invicto com 11 vitórias e quatro empates. Com a conquista equipe irá disputar a Série C em 2013

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
O título e a festa foram comemorados com a torcida no dia 21 de outubro, após a vitória por 2 a 0 diante do Crac, no Castelão lotado por 40 mil torcedores. Entretanto, na noite desta segunda-feira, na festa dos melhores do Brasileirão, o Sampaio foi premiado oficialmente com o troféu de campeão da Série D do Campeonato Brasileiro.
O presidente da FMF, Antônio Américo, entregou a taça da competição ao presidente do clube, Sérgio Frota, único representante da equipe maranhense na festa realizada na capital paulista. Com a conquista da Série D, o Sampaio é o único time com três títulos em divisões diferentes, já que conquistou a Série B em 1972 e a C em 1997.
A campanha do Sampaio na Série D foi construída com oito vitórias na fase de grupos, se classificando com 100% de aproveitamento. Nas oitavas de final, com a volta do Castelão, o time maranhense contou com o apoio da torcida, que levou 40 mil torcedores a cada jogo.
A campanha do título invicto foi construída 11 vitórias e quatro empates. O artilheiro do time foram os meias Eloir e Cleitinho, cada um com seis gols marcados na competição. Com a conquista, o time maranhense garantiu o retorno à Série C após três anos.

 Do Blog
 http://globoesporte.globo.com

domingo, 2 de dezembro de 2012

"No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho"


"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho"...
Aqui, o poema, se é que assim se pode chamar, é outro.
Há um buraco no meio do caminho... digo na mureta da
ponte, e já faz muito tempo.O perigo é visível, mas não
para o poder público. O mesmo poder que eu e você...
aquele mesmo, do qual se diz:"Governo do  povo, pelo
povo e para o povo".A Democracia: O Prefeito, os
vereadores, o governador, os deputados estaduais, o 
presidente da república, os deputados federais e senadores.
Eles nos representam,ou pelo menos deveriam. Não se
importar com os perigos que o povo por eles representado...
e são tantos, é no mínimo zombar, desrespeitar...chamem-no
do que quiserem, mas esse não é o poder que gostaríamos e
nem a Postagem, tenho certeza disto, que nós blogueiros temos
o prazer de fazer. Assim como, não gostaríamos de pegar
trechos de poemas tão sublimes, como o de
 Carlos Drummond de Andrade
para ironizar, que também não é o caminho mais viável,
mas serve como protesto...até que  elejamos verdadeiros
representantes.




, é 








Logo no início da ponte sobre o Rio Mearim,
sentido Bacabal S. Luís, uma falha na mureta,
ou corrimão, como se queira chamar, fica muito
visível. A chance de alguém cair, ou ser jogado a
baixo por bandidos


Uma moça empurra  a bicicleta, ao lado
do buraco ao mesmo tempo que passa uma
 carreta



"Comam de todas, mas, daquela lá, não! Morrerão". E morreram mesmo. Não se aproxime, ela atacará você! E atacou mesmo.

Adão, homem de Deus, lá do Parasiso! Meio desobediente, é verdade. Ao se sentir nu, também não assumiu a culpa sozinho, a mulher e até a coitada da cobra tiveram que arcar com a responsabilidade do seu erro. A cobrinha, bom... não se sabe o tamanho dela, mas, ela só quiz dar uma forcinha para a mulher, que também quiz dar uma forcinha para Adão.

Olha, a gente quer comer daquela fruta, porque...o Senhor proibiu, dizendo até que se comermos vamos morrer, e nem mesmo sabemos o que isso quer dizer...

Prudente, como o próprio Jesus Cristo descreveu, ela deu uma sugestão, já que parecia que lhe era solicitada: "o Senhor disse que se comermos, morreremos". "Não morrerão, mas ficarão sabidos como Deus"...

É senhores, mas nosso Adão aqui, do qual falaremos é outro. Lá do interior do Maranhão, da zona rural mesmo. Trabalhador, mas não conhecia muitas coisas, só dali de perto.

Visitando a cidade, ele se depara com uma galinha. Bom, pelo menos ele achava que era, só que muito grande. Um pescoço muito comprido, uma cabeça pequena demais para o seu tamanho. Ele tentou se aproximar, apesar de advertido que ela o atacaria, e o atacou... quase o derruba de um empurrão com um pé. Ficou apavorado e saiu de perto.  Um tanto tímido, não perguntou nada a ninguém. Teve até vontade  de perguntar como podia adquirir uma daquelas (ali tinha duas, e um pouco distante tinha mais)... mas não. Chegando ao seu lugar, contou: Vi uma galinha grande das canelonas...e narrou tudo. Ouviu algumas sugestões a respeito, como por exemplo,  uma garça, mas isso não, ele conhecia garça muito bem. Uma ema? um avestruz? Bom,  ema,  avestruz...isso podia até ser, mas Adão não sabia.

"Comam de todas, mas, daquela lá, não! Morrerão". E morreram mesmo.
Não se aproxime, ela atacará você! E atacou mesmo.